
Eu esperava mais de mim quando te vi desfazeres-te em sopros e elogios para ela. Há muito tempo que os meus sentimentos estão errados. Talvez mesmo há tanto, que eu deixei crescer em mim a ideia de que eles não me fariam mal, desde que eu lhes fosse pedindo para serem discretos e falassem baixinho. Mas é difícil às vezes, porque afinal de contas, foste a pessoa que me partiu o coração pela primeira vez.
E demorei muito tempo a perceber que, quando te foste embora, fizeste tremer todas as certezas que eu tinha. E deixaste-me sem saber nada. Serei boa o suficiente? O que levaria alguém a querer-me? Quanto valem as minhas palavras e a minha alma no amor de alguém?
E cheguei a acreditar que bastava uma única lágrima, uma só lágrima minha, para essa pessoa tivesse o dever de desistir e de se ir embora. Cheguei a pensar que, se alguma vez quisesse ter alguém, teria sempre que esconder uma parte grande de mim, como se sustivesse a respiração todos os minutos da minha vida, para o peso das minhas emoções mais inconvenientes não esmagarem a paciência do outro.
E cheguei a acreditar que bastava uma única lágrima, uma só lágrima minha, para essa pessoa tivesse o dever de desistir e de se ir embora. Cheguei a pensar que, se alguma vez quisesse ter alguém, teria sempre que esconder uma parte grande de mim, como se sustivesse a respiração todos os minutos da minha vida, para o peso das minhas emoções mais inconvenientes não esmagarem a paciência do outro.
Quando, na verdade, o outro és tu. Tu foste embora, e isso não é problema meu. És uma pessoa fraca, e por mais leves que pudessem alguma vez ser as minhas lágrimas, tu não as aguentarias.O problema nunca fui eu e nunca foram os outros. Tu nunca foste regra. Mas sabes quanto tempo e quantas horas e quantas madrugadas e quantas noites em branco foram precisas para o meu coração compreender uma coisa tão simples assim?
Levaste o teu tempo, mas agora compreendeste querida. Força
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